terça-feira, 22 de junho de 2010

Excelente! A cada dia mais vemos a população, classificada como massa, tomar voz e deixando de ser repreendida e abafada por classes dominantes e lideranças. Nesse caso em particular a imprensa. Analisemos o caso Dunga x Rede Globo.
Estamos assistindo nos últimos dias, além do espetáculo da Copa do Mundo, o espetáculo causado, mesmo que discreta e singelamente, pela maior empresa de comunicação do país. Tudo por que perdeu privilégios em relação a acessos e contatos com a seleção brasileira.
Até aí tudo bem. O problema da questão é quando esta empresa, considerada uma formadora de opinião, começa a destilar sua indignação, e, porque não dizer despeito, querendo “enfiar por goela a baixo” uma opinião própria na cabeça de seu público, como se esta fosse uma verdade irredutível.
A reportagem transmitida no último domingo, no Fantástico, por Tadeu Schimidt, criticando Dunga, foi o estopim de um movimento de indignação contra esse controle imposto pelos veículos de comunicação em massa. Sites de redes sociais e de microblogs estouraram de protestos e reclamações, fazendo que surgisse um movimento de proporções mundiais.
Que a imprensa tradicional - nela constamos veículos de comunicação como jornais impressos, rádio, TV - sempre tiveram influência sobre o pensamento coletivo não há dúvida, uma vez que a comunicação desse veículos sempre foram de mão única, ou seja, não havia retorno do receptor. Portanto a população, antes reprimida, encontrou um aliado podendo agora ter voz nos acontecimentos do mundo.
A nova mídia – Twitter, Orkut, Facebook, Blogs – veio como a liberdade de expressão da sociedade a liberando da verdade imposta pela mídia convencional. O internauta, nos dias atuais, tem o papel igual ou até maior do que a imprensa, pois são através deles que as notícias exprimem a real vontade e opinião da população. A possibilidade de debates, movimentos, comunidades, fóruns de discussão, entre outros, aproximou os acontecimentos com a verdadeira realidade dos fatos.
Voltemos ao exemplo citado no início. Se não houvesse essas ferramentas de interação atuais, a rede Globo sairia ilesa de seus comentários e a população, mesmo que indignada, não teria voz para reclamar. As ações e reações desse poder de voz para a sociedade é visto cada dia mais. Se a imprensa é considerada como o quarto poder, hoje em dia temos o internauta como o quinto poder, ou melhor a voz do povo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Respostas da prova 12/05/10

1 – A polêmica sobre o 3º Programa de Defesa dos Direitos Humanos mostra que um novo processo político está ganhando corpo na sociedade brasileira. Esta constatação se dá ao se analisar o mundo da blogosfera onde os participantes são ao mesmo tempo atores e público. Nela os desiludidos da mídia convencional criam o seu próprio canal de publicação de idéias numa inédita convivência, nem sempre pacífica, com os blogs conservadores. Um exemplo recente disto está no debate criado sobre o ato falho de Boris Casoy contra os garis, onde a discussão foi muito mais intensa na blogosfera do que na mídia convencional. Esta tendência deverá ser maior na medida em que a campanha eleitoral ganhar mais intensidade. É possível prever que a grande batalha por corações e mentes nas próximas eleições presidenciais será travada na internet.

2 – Com base na nova ordem da informação. Onde a comunicação é de muitos para muitos, avalie o papel do cidadão que tem acesso à internet como fornecedor de conteúdo jornalístico?

A partir da facilitação de que qualquer cidadão possua um espaço na rede onde possa postar suas opiniões, demonstra um novo ramo no jornalismo atual. O cidadão, tendo essa capacidade de se expressar, e incluído como um fornecedor de informações na mídia em geral. Na maioria das vezes essas informações são pertinentes e relevantes, uma vez que nela estão embutidas valores e pensamentos individuais, ou de certa região, classe, ou uma opinião pública em geral . É importante que aja essa interação das pessoas com as notícias e fatos atuais, pois assim acabam se tornam uma voz ativa e participante das discussões e assim dando novas perspectivas para a sociedade.

3 – O que difere o jornalismo praticado por um blogueiro do jornalismo praticado por um profissional especializado?

R: Um blogueiro posta suas informações de acordo com aquilo que vê e analisa dos acontecimentos do mundo, colocando ali sua opiniões pessoais, sem se importar com o veto de uma hierarquia ou da instituição, como a que existe em um grande jornal por exemplo. Outro ponto comum entre blogueiros e apresentar a notícia de uma maneira mais informal, sem seguir padrões e métodos cultos de transmissão de informação.
Um profissional especializado na maioria das vezes tem de seguir uma ideologia na qual está presente no veículo de transmissão no qual trabalha, ele transmite a notícia seguindo os interesses da empresa e de altos cargos parceiros dessas instituições. A apresentação da notícia muitas vezes e mais rebuscada e também mais pesquisada, de modo a ser transmitida ao público de uma maneira mais formal e mais detalhada aos receptores da notícia.

4 – De que forma a Internet está mudando a forma de consumir informações? E como a mídia tradicional (jornais e revistas) podem se beneficiar disto?

R: Hoje em dia as notícias estão cada vez mais velozes, muitas vezes sendo apresentadas até em seu tempo real, devido à facilidade de transmissão de informação pela Internet. Graças a essa velocidade, além da ajuda de suportes de troca de informações e redes sociais, se é criado imediatamente discussões e notícias sobre os acontecimentos fazendo assim uma relação muito mais dinâmica dos fatos. A mídia tradicional pode se beneficiar disto criando portais de informações para seus veículos, e aproveitando as discussões e a velocidade de informação, para cada vez mais se atualizar, além de modificar seu método de apresentação, criando uma linguagem mais diligente em suas páginas e transmissões.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Depois do Quarto, surge agora o Quinto Poder

A imprensa tradicional, tida como um quarto poder por sua enorme influência na área nacional, tem agora ao seu lado um eclético e emergente quinto poder, formado pelos novos protagonistas da comunicação digital. O batismo oficial no novo jargão aconteceu em São Petersburgo, na Florida, Estados Unidos durante uma conferência entre blogueiros autônomos, especialistas universitários, gurus da internet, empreendedores virtuais e jornalistas profissionais.

O novo “poder” não é uma instituição formal, e provavelmente nunca o será, o termo denota a emergência de um novo ator dentro da arena da comunicação pública e que pode vir a disputar espaços com a mídia convencional. Se o Quarto Poder era conformado basicamente pelas empresas e indústrias ligadas a produção jornalística, o Quinto Poder seria um aglomerado difuso dos novos produtores independentes de notícias e informações.

segunda-feira, 19 de abril de 2010