Excelente! A cada dia mais vemos a população, classificada como massa, tomar voz e deixando de ser repreendida e abafada por classes dominantes e lideranças. Nesse caso em particular a imprensa. Analisemos o caso Dunga x Rede Globo.
Estamos assistindo nos últimos dias, além do espetáculo da Copa do Mundo, o espetáculo causado, mesmo que discreta e singelamente, pela maior empresa de comunicação do país. Tudo por que perdeu privilégios em relação a acessos e contatos com a seleção brasileira.
Até aí tudo bem. O problema da questão é quando esta empresa, considerada uma formadora de opinião, começa a destilar sua indignação, e, porque não dizer despeito, querendo “enfiar por goela a baixo” uma opinião própria na cabeça de seu público, como se esta fosse uma verdade irredutível.
A reportagem transmitida no último domingo, no Fantástico, por Tadeu Schimidt, criticando Dunga, foi o estopim de um movimento de indignação contra esse controle imposto pelos veículos de comunicação em massa. Sites de redes sociais e de microblogs estouraram de protestos e reclamações, fazendo que surgisse um movimento de proporções mundiais.
Que a imprensa tradicional - nela constamos veículos de comunicação como jornais impressos, rádio, TV - sempre tiveram influência sobre o pensamento coletivo não há dúvida, uma vez que a comunicação desse veículos sempre foram de mão única, ou seja, não havia retorno do receptor. Portanto a população, antes reprimida, encontrou um aliado podendo agora ter voz nos acontecimentos do mundo.
A nova mídia – Twitter, Orkut, Facebook, Blogs – veio como a liberdade de expressão da sociedade a liberando da verdade imposta pela mídia convencional. O internauta, nos dias atuais, tem o papel igual ou até maior do que a imprensa, pois são através deles que as notícias exprimem a real vontade e opinião da população. A possibilidade de debates, movimentos, comunidades, fóruns de discussão, entre outros, aproximou os acontecimentos com a verdadeira realidade dos fatos.
Voltemos ao exemplo citado no início. Se não houvesse essas ferramentas de interação atuais, a rede Globo sairia ilesa de seus comentários e a população, mesmo que indignada, não teria voz para reclamar. As ações e reações desse poder de voz para a sociedade é visto cada dia mais. Se a imprensa é considerada como o quarto poder, hoje em dia temos o internauta como o quinto poder, ou melhor a voz do povo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
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